segunda-feira, 9 de Novembro de 2009


Esta é a ditosa pátria
minha amada. Não.
Nem é ditosa,
porque o não merece.
Nem minha amada,
porque é só madastra.
Nem pátria minha,
porque eu não mereço
a pouca sorte de ter nascido nela(...)

Jorge de Sena - A Portugal








sábado, 7 de Novembro de 2009

BANALIDADES, OU NEM POR ISSO?

Sou um homem muito terra a terra.
Prefiro perder um amigo do que deixar de lhe dizer aquilo que sinto lealmente e costumo utilizar um provérbio árabe que diz: "Para seres meu amigo, terás de comer comigo uma tonelada de sal"
E as pessoas (leia-se amigos) que tenho aqui faz mesmo muitos anos... estavam convencidos que a idade me tinha amaciado na minha verticalidade, logo nesta maneira de ser real que não escondo... doa a quem doer...
Então, ainda há pouco à porta do restaurante estávamos um grande grupo que faziamos alas... ou seja, ficava um corredor... entretanto, um individuo que não conheciamos de lado nenhum... passou pelo meio, desucadamente (estou a falar de alguém para ai da minha idade)...e estavam ali muitos jovens...
Quando ele ia no meio do corredor (de pessoas sem dizer nada) questionei-o e perguntei-lhe: Não aprendeu as palavras mágicas que são, faz favor, com licença e desculpe?
O homem ficou estarrecido e os meus amigos boquiabertos... o senhor desfez-se em desculpas, redimiu-se e segue a vida dele...
Os meus amigos, os antigos, disseram-me; não mudáste nada, continuas igual a ti mesmo... os mais novos disseram que receberam uma grande lição.
Pronto e é isto. Um doido que continua na senda dos principios, da educação e da correcção destes desvios...
É por isso que sou um utópico.

sábado, 31 de Outubro de 2009

GRIPE A, VACINA OU ROLETA RUSSA?

Diz o povo, na sua velha sabedoria, que entre dois males se deve escolher sempre o menor. O problema, que se pode transformar num verdadeiro dilema, é não saber bem como escolher entre a gripe A e a vacina, dado que parece não saber ninguém qual das duas será a menos aconselhável. Detenho que, em princípio é a gripe A, que me preocupa, mas interrogo-me se, eventualmente, se pode escapar dessa maleita e perecer estupidamente no pressuposto da evitar.
Nesta avidez de informação tenho bebido nas mais variadas fontes na expectativa de colher algo que considere suficientemente credível para a submissão aquela “inofensiva picadinha”, dizem uns, mas que não reúne consenso quanto à sua fiabilidade, e que o risco dos efeitos colaterais deve ser devidamente ponderado, dizem outros. E, postas as coisas desta forma, aqui estou eu totalmente embaralhado.
Francisco George, director-geral de Saúde, vacinou-se em directo na TV, dando pública prova da confiança que a mesma lhe inspira, dando o seu aval à inocuidade da mesma mas, admitindo que o fez por estoicismo de um governante que pretende confirmar as suas convicções com ideia que ela pode ser minimizadora, apesar dos riscos recorrentes, de um mal maior e, não o tendo por suicida, recordo que já vi políticos tomar banho no Tejo altamente poluído e beberem água á saída de centrais nucleares. Para provarem exactamente a mesma coisa; “Como podem verificar não existe perigo absolutamente nenhum”.
Mas se a vacina é tão segura porque será que tantos médicos e outros profissionais de saúde, incluindo enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde e da Linha de Saúde 24, pertencente aos grupos de elevado risco e prioritários, recusam a vacinação alegando que a vacina não foi devidamente testada?
A tese de conspiração política por parte da classe médica, de que já ouvi rumores, parece-me um enorme disparate. O que me parece é que eles sabem aquilo que nós não sabemos, ou não. Entretanto parece não nos restar outra alternativa que não seja; GRIPE, VACINA OU ROLETA RUSSA?

FACES OCULTAS? A CORRUPÇÃO USA BURKA QUE NINGUÉM OUSA DESTAPAR!

Dê por onde der, vá este país parar onde for, é de tal modo escandaloso o que se vai passando no seu quotidiano que, ao contrário do que seria racional, este pobre povo já não reage a nada. Bem, a nada, não é verdade; - sempre vai existindo a preocupação se o Benfica vai continuar na senda das vitórias e se é um putativo campeão, se o Sporting vai continuar a dar apoio a Paulo Bento, malgrado a prestação da equipa e se o “FÊQUÊPÊ” (Futebol Clube do Porto) vai perder a sua hegemonia nesta coisa extremamente importante que é o futebol, parte importantíssima da “alimentação” deste povo, porque o resto é pão, é desemprego e crise, o que não passa de trocos comparativamente a este sentimento altamente mobilizador.
Mas a verdade, é que não sendo eu defensor acérrimo de causas clubistas e, cada vez menos, de causas político/partidárias, prefiro o erro casuístico dos adeptos desportivos do que a apatia dos (mal) governados, que somos todos nós.
O caso, mais um, e acredito que ainda estamos na ponta do “iceberg”, da “Operação Face Oculta”, repugna-me embora não me cause estranheza. E muito mal está um povo quando as coisas mais ignóbeis se produzem todos os dias, sem que se reaja de forma firme e contundente.
Será que a Justiça, por uma vez, nos vai surpreender? Não acredito e, tendo em conta todos os casos mediáticos dos últimos anos (os que vieram à ribalta, claro), que nos demonstram a impunidade que grassa neste país, vamos ficar à espera que este seja mais um caso para cair rapidamente no esquecimento e que, como já nos vamos habituando, prescrevam ou sejam arquivados, por falta de provas, os respectivos processos.
Que coisa tão estranha; - que um povo se sinta tão ofendido com a deseducação de uma qualquer Maité Proença e que seja indiferente ao “cuspo” fétido destes senhores que no afectam a moral, o bem-estar e se assenhoram descaradamente do que nos pertence, perante a mais atroz das passividades. Cada vez perfilho mais que só temos o eu merecemos.